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Transformação que (me) surpreende

Depois de escrever o post sobre as fotos de Anastasija Kondratjeva fiquei (mais uma vez) pensando em como as modelos tem a capacidade de se transformar tanto e tão rapidamente.

Todos nós mudamos, é fato. Mas ao meu ver modelos possuem o talento da mutação muito mais desenvolvido. Quantas vezes já deixei de reconhecer modelos tão famosas em campanhas e desfiles?! Muitas.

É claro que em imagens de moda todos os elementos colaboram para a mudança de uma modelo. Maquiagem (que variam das mais carregadas até as mais naturais, quase de cara lavada), cabelo (que passeiam pelas alturas ou podem estar colados à cabeça), luz (nem preciso dizer o que uma boa luz pode fazer por você, né? É só pensar em como todo mundo fica horrível naquela luz fria super branca de elevador), direção/acting (um bom fotógrafo consegue trazer à tona a atriz dentro de cada modelo), roupa (porque, né?! “Carregar” determinada peça com certeza modifica sua “pose”) e tratamento (Santo Photoshop!) possibilitam que a mesma pessoa apareça de inúmeras maneiras diferentes.

Porém, esse é um processo momentâneo – afinal, é só apagar a luz, usar o demaquilante e tirar a roupa da produção para que tudo volte a ser como era antes -, que envolve esforço coletivo e, talvez por isso, me surpreenda muito menos do que a aptidão nata e individual que algumas meninas têm de modificar seus gestos, atitudes e comportamento em curtísssimo período de tempo.

Anastasija, atualmente com 17 anos, por exemplo, começou sua carreira em 2008 e é só comparar suas fotos dos tempos de new face com as fotos da Vogue russa para perceber o quanto a garota mudou. Não é só devido à toda a produção que envolveram as fotos do suplemento, não, é o olhar mesmo, que diz outra coisa e faz com que a Anastasija de 2008 não se pareça com a Anastasija de 2009.

Anastasija Kondratjeva em 2008

Nossa queridinha, Janete Friedrich, é outra que impressiona. Lá no começo, quando a conheci, a menina de rosto mais que estranho parecia não fazer parte do mundinho da moda e era impossível não notar seu acanhamento e timidez – que transparecia nas fotos, independente do esforço da equipe. Porém, apesar de não ter encontrado mais com ela pessoalmente, é mais que evidente o quanto Janete evoluiu – e isso é unânimidade quando conversamos com qualquer um que a conheça.

E não é que muitos anos se passaram e aquilo que antes chamávamos de beleza “estranha” tenha se transformado no “padrão de beleza”. Não. Janete continua tendo uma beleza exótica, única e estranha, mas hoje em dia ela sabe “carregar” com leveza o que antes parecia ser um fardo.

Janete, como muitas outras, realizou um trabalho individual e se transformou numa menina mais poderosa e confiante. Essas mudanças se traduzem em movimentos mais belos e um olhar que diz algo. Ou seja, aquela Janete que conheci não existe mais. Agora ela é outra. Ou melhor, muitas outras.

Portanto, algumas modelos me surpreendem muito. Possuem – ou desenvolvem – uma magia indescritível e cativante. São como bruxas, mas sem a feiúra e a verruga no nariz.

Some-se a isso luz, maquiagem, cabelo, roupas incríveis, direção e photoshop e você vai entender porque todo mundo adora uma imagem de moda.

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Um comentário para “Transformação que (me) surpreende”

  1. Túnel do Tempo #1: Kate Moss por Corinne Day na The Face (1990)

    [...] dia, a Lolô comentou em um post como as modelos costumam mudar em um espaço tão curto de tempo. Independente de maquiagem e [...]

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