
Antes que os fãs me odeiem, quero deixar claro que eu gosto muito, mas muito da Madonna. Fui ao show, tive a fase de comprar todos os seus discos, gravar seus vídeos da MTV no meu videocassete e tudo mais. Não tenho dúvidas do quanto ela é importante pra minha geração e de que ela continua uma das pessoas mais interessantes da música pop.
Mas eu não vi muita graça em Celebration, tanto a música quanto o clipe. A capa do single já me parecia meio estranha, aí veio a capa do disco megalomaníaco de greatest hits (são dois discos com as músicas remixadas, mais um dvd com os clipes) e, agora, esse clipe.

O figurino Balmain é de longe a parte mais legal. A direção é do Jonas Akerlund, tem várias jogadas de câmera interessantes, mas me parece que a Madonna não tem mais vontade de fazer algo realmente diferente. Ela só está juntando dinheiro (já juntou bastante aliás, né?) pra garantir a herança dos filhos ou coisa do tipo.
O clipe tem toda uma jogação de pélvis digna de desafiar os tempos de Elvis Presley, e ninguém menos que o nosso amigo Jesus Pinto da Luz aparece como o amante latino das picapes. Me chamem de velho chato, nostálgico, o que for, mas que saudades do Erotica!
Créditos: Foto da capa do post por Unurth Street Art.











Eu ao contrário gostei do minimalismo visual do clipe. Tbm achei muito bom o efeito “vai-e-volta” rápido de boa parte das danças. Além de dar um efeito interessante na edição, faz uma analogia bacana com o que DJs fazem com os discos nas picapes.
Bem, acho que a direção em si foi espetacular. O que o Rafa falou faz todo um sentido.
No entanto, a Madonna parece mesmo cada dia menos interessada em sua imagem (como celebridade e rainha do pop) e mais preocupada com o $$. Eu, por mim, já meio que desisti da diva.
Afinal, a coisa vem se tornando cada vez mais comercial de uns anos pra cá (o American Life foi, pra mim, o último CD que tinha realmente algo a dizer), e a coitada não está rejuvenescendo com os anos (apesar de tentar, e muito).
Ou seja, demora pouco para começarem o #fail de verdade…
[...] Rafa não gostou, depois reviu e até que gostou, mas eu com certeza achei essa versão bem melhor que a primeira, mais engraçada e [...]