
Tem muita gente comentando a capa da edição de maio da Vogue Paris. Na verdade, são três capas, todas com a Penelope Cruz, que foi convidada para participar da edição da revista inteira. Na versão principal de capa, Penelope aparece junto de Meryl Streep, Kate Winslet, Naomi Watts, Gwyneth Paltrow e Julianne Moore. Em outra, ela aparece com o Bono Vox e, na terceira, só ela com a Meryl Streep (que, se não me engano, é a primeira vez que aparece numa capa de Vogue, por incrível que pareça).
A crítica de muita gente é que a Vogue Paris é vista como um raro exemplo de revista que se mantém fiel à moda, que não se rendeu à “fórmula fácil” em que colocar uma celebridade na capa é garantia de vendas, como aconteceu com a Vogue America. A Anna Wintour, inclusive, chegou a declarar em entrevistas que, desde 2007, instituiu que as atrizes de Hollywood e o boom das celebridades vai sempre ter prioridade na capa. Isso pelo simples fato de que a Vogue americana é o espaço do glamour, que está acima até da moda.

Até aí, tudo bem. O que mais pareceu estranho na última Vogue Paris foi que, além das atrizes, a capa é patrocinada pela linha (RED), da Gap. Por isso todas as fotografadas aparecem só de camiseta e jeans, e a Penelope Cruz tem o nome da marca rabiscado na pele. Tem gente que achou isso demais, outros que se surpreenderam sem criticar, mas não vi um comentário na internet até agora que achasse normal isso acontecer.
Eu sinceramente não tenho nada contra uma edição como essa (principalmente porque as convidadas famosas têm motivos para aparecerem numa revista de moda dessas), mas também estou curioso para ver se isso vai virar rotina nas capas da Vogue Paris, ou se isso foi só um momento à parte. Eu espero que pare por aí. A Vogue Paris é mesmo um caso raro hoje em dia, que continua privilegiando a moda, que sempre tem uma abordagem diferente e criativa. Tomara que isso não mude nunca.











A Vogue Paris se rendeu às celebridades? http://ow.ly/1Dz8g